quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Talvez um dia tudo faça sentido e venha a entender porque fomos uma estrada que preferiste não percorrer. Talvez um dia tudo faça sentido e venha a entender porque fomos uma morada apontada num papel que preferiste deixar o vento levar. Ou talvez nada faça sentido. Talvez para ti nunca tenha havido uma estrada a percorrer, só uma morada apontada num papel que sabias que um dia irias deixar que o vento levasse. E deixou de haver uma morada de nós. O que ficou foi uma estrada que hoje percorro no sentido inverso ao que foi o nosso. Não vejo o fim, mas sei que teve um início. E se teve um início então sei que terá um fim. O que um dia foi o início um dia será o fim. Acabará onde começou. E nada mais seremos que uma morada num papel que o tempo levou.
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